Poema de maio (Ao som de Erasmo)

O xale negro que ela me roubou foi a parte menos importante do poema
O capítulo primeiro foi crer nascer com asas, para fazer sombra nos outros. 
Como quem principia o fim sorriu, sem respeito, das pegadas feitas no chão de um corpo solto no espaço.
Mergulhou nos desejos do seu apocalipse, entregando-se a qualquer colo à toa.

Desejou minha onda, enquanto eu curtia um bronze na areia.

Vendo que seus planos breve ruiriam no microfone afinado de uma voz que canta fora do ego, levou meu xale pra passear em esquinas escuras...

A desgraça da poesia estampada na sua lata está no veneno que cutiva por aí

(Barbara-Ella
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