My Jung


Há algumas sombras embaixo do teto onde costumo desposar a minha paz. Eu estava ainda entre o sonho e a realidade, quando avistei-as mudas e enclausuradas no espaço do quase  esquecimento.
Cada sombra representa um demônio parido dentro da minh'alma. Pessoas de fumaça com meu próprio rosto, tentando me levar para o limbo pela porta principal. As aberrações que preferi sufocar desejavam acelerar o óbito da minha "perfeição". 
Amedrontadora como a fúria de uma legião de bárbaros, senti minha consciência congelando o juízo. Foi no quase esgotamento da substância criadora que meu circuito cósmico insistiu num backup das memórias esquecidas. Uma cadeia de símbolos repetidos orientou o aprimoramento dos meus dados: ### ### ###.
Predestinada a criar labirintos, pincelei cores e moldes mais confortáveis para a aparência de cada sombra que não me tratou com carinho.  O Oriente alinhou minhas estrelas e me deu um tal poder "camaleótimo" de alterar o futuro com minha liberdade.
Sou eu e minhas sombras convivendo no centro da razão.
(Barbara-Ella
Imagem: Aimee Sicuro

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