Pedras de dentro

Alta temporada no bairro da "Princesinha". Ella dirigiu-se até a vitrine de costume. Adorava, num tratado de sempre, os adornos que devolvem a essência dos tempos. Desfiou fios de tecidos, mas, daquela vez, foi seduzida por velhas  pedras. O manequim de patuá bordado pareceu ler os planos da clandestina. Parecia mesmo entender o que é viver sob o encanto do vermelho polido, que uma mão cortada no punho carrega. Havia um som telepático no centro da prata. Aquela pedra- artista, cheia de energia!

- Esses serão os melhores dias da minha vida... - sussurrou a poeta.

Ela tinha mesmo esperança nos cabelos de milho que o amigo prometeu lhe fazer bem.

(Barbara-Ella


Postar um comentário