Fotopoemando 7- Amigo vento

Da parte mais alta do meu silêncio
Brota o reflexo da lucidez, em caule
Clareia a palavr'aquarelada em púrpura
E subo aos ares, frondosa e lúdica

Aos pés dos grãos envidraçados de areia
Parte do eu, salva, flutua em espirais
Minha boca maciça desse lado, bradando
A secreta fome dos ancestrais

Sedento e veloz, logo entende o vento
A hipotenusa do meu caminho no tempo
Com ternura, me suspende no céu e me abraça
Revivendo eus humanos no lugar dos fantasmas

Agora há vida e palavras

(Barbara-Ella


Imagem: Claudia Paes Leme

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