Psicótica sim, lesada jamais

De fato não me pareço muito com eles. Comecemos pelo excesso de cuidado e zelo que tenho por tudo o que faço. Na pequena área nada acontece por acaso. Sigo enumerando tentáculos de escape. Odeio chamar atenção por onde passo. O figurino me importa, sóbrio. A ostentação ou a frustração de ter a vida erguida por outros braços não me convém. Talvez goste um pouco mais dos comentários enriquecedores e inteligentes, de quem traz no corpo e na mente a marca de quem é gente. Claro. É bom não esquecer do quanto não suporto quem diz sim para tudo. Abomino o "sim" programado, bem como o "não" sem razão de ser. São grandes porções de nada, gerados pela ausência de valores reais. Pregam nós, esculpidos em "eus".
Enquanto desejam filas de bocas de palavras trocadas e copos e mesas de bares e conversas e pernas tortas, permaneço firme diante do que amo, poemando tiras de imagens coloridas com bastão. Combustão. Meus conceitos e detalhes são para os que me amam. Tolos afoitos não suportariam sorrir do que trago. Não teria graça compartilhar uma vivência não vivida. Compreendida. Para as almas deitadas sob a sombra do trabalho de alguém, saliva cuspida e ânimo e   
distância.

(Barbara-Ella

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