Dezenove memórias

Ele sempre começava o décimo segundo dia com uma canção à Aparecida no toca-fitas do carro.

Desenrolava uma mangueira comprida que chegava até o outro lado da calçada e lavava.

Nas mãos, sangue, cigarro, fé e cerveja.

Sentia-se feliz feito quando pintava a boca nas terças de carnaval. 

Tudo o que aquela pobre criança indecente queria, era a rua pra mostrar aos descrentes a fé preservada no malandro capixaba...

(Barbara-Ella

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