Ode ao sofrer

Não estou afim de pagar o preço de ver minhas dores escancaradas em páginas ornamentadas de poses. Estou em busca de algo que não se encontra em projeções de "mins" ou em carreiras de tratados desfeitos.
Quero o ar que o amor da natureza respira. Quero amar cem mil páginas não lidas. Quero o eu no meu espaço. E o que é de vós, mantenhais por trás de persianas fechadas...
Não me sufoquem com lamúrias e narrativas tristes. Garimpo o ouro do silêncio e jogo aos pombos as migalhas que tanto insistem em projetar. Essa quase ode à agonia de estar só dá ibope. Cortem os pulsos e, quem sabe, um poema egoísta salte pra fora do flash e viva?
(Barbara-Ella
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