Av Brasil

A madrugada é quase dia.

A cabeça a mil por hora parece uma estrada cortada de violência escabrosa.

São tantas soluções não pensadas que penso não haver sorte que caiba no hoje. Mas a coragem não pode dormir agora.

Sigo em frente.

Deixar-se levar, sufocando as narinas  de ácido e cola, é para os que matam ou morrem de colisão na Brasil.

Alvos móveis cruzam pistas sem olhar pro lado. Craques.

Penso ter sorte e engulo um devaneio que desata o nó de marinheiro que me fizeram na garganta.

Ah, Deus...
Se há amanhã, por que não esperança?

(Barbara-Ella

Imagem: internet.

Postar um comentário