Ternura

Em meio ao discurso amoral de quem prefere ver o outro pelas costas,
Ouço o sucinto passarinhar das mãos amigas, vedando os ouvidos dos justos.

Sem "porquês", uma luz celeste cega as ofensas paridas do ventre infértil, como se diante do rei justo, o futuro estivesse sendo escrito.

Verdades inteiras anularão as metades esfaceladas pela inveja.
O olhar julgador ficará submerso ao silêncio de quem cala a gordice dos olhos mortos.

Sem o andar sibilante do ingrato. Sem a mitificação do feito.
Sem importância, bem como é devido...

Onde estará o seu coração, afinal?

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