Mal star

Olhei para o futuro e vi que o poeta já não é mais o mesmo.
Hoje ele está preso a outro eu, não lírico, mas instintivo.
E sobrevive às custas da mulher feia e pálida, que entende da dor de saber das coisas sentidas.
E o moço que vendia livros, também já se foi da realidade. Jaz obedecendo regras vindas da ponta empinada do nariz de quem sequer se deu ao luxo de buscar ali estar. O pobre tem cabelos empalhados e quase não usa o veludo da voz. Quem brada e borda estrelas na gola da camisa é quem cruza uma perna sobre a outra, para parecer bem na moldura de star...

(Barbara-Ella



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