Ponte à pata

Uma vez a poesia resolveu brincar com os meus olhos. Ela se instalou na retina e deu início à minha particular observância do mundo. 


Espelhada no soro gerado pela eletricidade dos "sentires", já fui cobra na miragem do deserto e um pouco inferno. Já fui curva sinuosa e projeto inacabado de um eu que partiu. 

Já fui ponte e pata. 

Fui confiante com o horizonte atrás do pote de ouro e já persegui o duende malvado que rouba a fantasia da humanidade.

((A lua roda e muda nos olhos dos outros...))

Hoje a poesia que enxergo é tão minha, que me questiono se cheguei a viver alguma existência sem esse tal lance no olhar...

(Barbara Ella, ele e a pata, na Lagoa Rodrigo de Freitas

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