Nota de um ano atrás

Durante muito tempo da minha infância - quando passei a refletir sobre o sentido da existência - me senti culpada pela dor e pelos  desentendimentos que aconteciam a minha volta. Pra mim, todas as coisas erradas eram parte da minha culpa de ter nascido. Mas eu não fui diagnosticada,  acompanhada ou qualquer coisa do tipo. Eu não fui sequer questionada sobre a minha dor. Pelo contrário. Precisei aprender a conviver com ela e com o peso que ela me trazia. Hoje, essa mulher de quase quarenta deseja ter apenas o direito de ser quem é. Sem cobranças ou traumas. Sem tristezas ou sentimentos pequenos. Porque a Boa Sorte sempre me acompanhou e me libertou das vendas. Sempre fui amiga da felicidade. O Universo tem por mim algum apreço, afinal.

Barbara Ella sendo Ella sempre)

Postar um comentário